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Amargo sabor

Cala-te...é melhor que não digas mais nada!

O som de tua voz ao mesmo tempo que me excita me sucumbe em agonia...


Deixe que morra esse que em todos os momentos dá a vida...

 
Que torna o vermelho mais vermelho e o pulsar em melodia.

 

Cala-te por Deus ...não digas mais nada!

 

Saia e feche as portas...tranque as janelas...tape as frestas!

 

Não te tentes à volta...o perigo ali está. Faz morada.

.......................................

 
E o SILÊNCIO, na madrugada, a envolve como braços sedentos.

 

O SILÊNCIO...Mergulha profundo o abismo da alma solitária... e a toma,


Por inteiro, sem compaixão... e a aperta mais, mais  e mais.

 
Em seu rosto, o gosto salgado das gotas formando fino fio que percorre

 
Todo o percurso até a garganta

sufocada.

E antes que sua voz se faça calada, um som tímido de esperança

cortada,


Ela ainda fala

 
É o fim.

                                                                (Eliete Madureira)
Eliete Madureira
Enviado por Eliete Madureira em 21/10/2007
Reeditado em 26/09/2008
Código do texto: T703999

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Sobre a autora
Eliete Madureira
Uberlândia - Minas Gerais - Brasil, 56 anos
15 textos (680 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/08/17 15:14)
Eliete Madureira