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Rapidez



Contaram-me a verdade,
Mas tão passageira e efêmera
Que por sua velocidade
Devastou-me, desertificou-me.
Desfiz-me  em lágrimas
Contornei meu corpo
Com meu próprio liquido
Salgado e melancólico.
Ferir-me sem pedir.
Alegrei-me momentaneamente
Fui tudo o que me pediram para ser
Só não fui o que sou
E nem tentei ser o que devia.

Fui o nada.
Fui o tudo.

Sou como um elo tênue
Entre o que sou e o que esperam de mim
Esquecem apenas que sou humano,
Sem poderes especiais, sem idéias tão geniais.
Tão cruel foi ela
Que esqueci por um momento quem eu era.
Tão rápida e devastadora
Que preferia não conhecê-la.
Sustentado estou no que sou
E do que esperam de mim.
Sem verdades.
Rogevanio Alves Santana
Enviado por Rogevanio Alves Santana em 22/10/2007
Código do texto: T705238
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Sobre o autor
Rogevanio Alves Santana
Aracaju - Sergipe - Brasil, 38 anos
67 textos (3471 leituras)
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Rogevanio Alves Santana