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REVOLUÇÕES

EM QUE MUNDO ESTAMOS,SENHORES?
JÁ NÃO HÁ POETAS,
SÓ SE BUSCAM METAS,
BENS MATERIAIS.
AMORDAÇAM-SE OS CORAÇÕES,
CALAM AS VOZES DOS CANTORES,
DIZEM:SOMOS SENSÍVEIS.
SÃO TÃO INSENSÍVEIS .
INESCRUPULOSOS SENHORES.

ENGRAVATADOS,TAIS FRACASSADOS
OUVEM O GRITO DOS HUMILHADOS
E FINGEM NADA OUVIR,
ANTES OS PISAM COMO SEMENTES,
POBRES,MISERÁVEIS,DESCONTENTES,
EM DESESPERO EVIDENTE,
ENFRENTAM OS DA PATENTE,
NUMA LUTA SEM PRIVILÉGIOS,
ENTRE OS CONTRAS E OS PRÓS.

"AMANHÃ TOMAMOS UM CAFEZINHO,
NO FUNERAL DO APOSENTADO."
HIPÓCRITAS,CHEIOS DE IRONIA,
CHORAM A MORTE DO POBRE,
JULGAM-SE NOBRES,CHEIOS DE SI,
SÓ ELES IRÃO SUBIR,
PARA O INFERNO NINGUEM QUER IR,
QUEREM SER LIVRES DO ALGOZ.

TODOS OS DIAS SOMOS MANCHETES:
EM CADA ESQUINA UM ACIDENTE,
A BALA-PERDIDA ENCONTROU A MENINA,
GAROTOS ENTRE COLA E COCAÍNA,
SEGURANÇA NÃO EXISTE MAIS.
QUEM DERA OS VOLTASSEM
A OUVIR O CANTAR DOS PARDAIS,
QUE DIZEM:HAJA PAZ!
OUVEM-SE APENAS GRITOS,AIS.

É ESTE SENHORES,O MUNDO EM QUE OUTRORA,
OBSERVAVA-SE A AURORA,
DEGUSTAVA-SE A PAZ.
PAZ?JÁ NÃO EXISTE MAIS!
SÓ HÁ GUERRAS,DESGRAÇAS,
SÓ SE QUEBRAM VIDRAÇAS,
NÃO HÁ CASAIS NA PRAÇA,
TODOS POSSUEM  MORDAÇAS,
REVOLUÇÕES NUNCA MAIS.
   
Deivesson de Sousa
Enviado por Deivesson de Sousa em 12/11/2005
Código do texto: T70618
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Sobre o autor
Deivesson de Sousa
Estância - Sergipe - Brasil, 28 anos
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