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Desatino

Nossos olhares cruzaram-se...
toda minha vida vi passar,
num instante de adoração.

Então,
entristeci-me nos pensamentos
de tão gracioso sentimento.

Dei-lhe o que não possuía.
Perdi-me em seu doce mar
embarcação encalhada nas mentiras:
amargas amigas a tilintar.

No enlouquecer de tanto querer,
perdi a dignidade...
Oh! males de viver!

Vejo-me tua, mas só.
Parasita-mor
no templo do amor,
contemplando a própria dor.

Tento deixar-te,
e mais te espero.
Alimentar-me de teu cálice vermelho...
é tudo quanto quero!

Nem a sombra lunar,
me empresta a escuridão
para mendigar
as migalhas de tua paixão.

E, aproxima-se o precipício!
Solidão que saboreio,
enquanto te observo desaparecer
pelo caminho...
E ,lentamente,
desatino!


      São Paulo, 02/10/2001.
Eliane Santana
Enviado por Eliane Santana em 24/10/2007
Código do texto: T707359

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Sobre a autora
Eliane Santana
São Paulo - São Paulo - Brasil, 41 anos
69 textos (2858 leituras)
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Eliane Santana