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Que vida penosa...

A pena, em sua leveza,
levada à correnteza,
tende-se para a margem,
e prende-se à folhagem.

Alguém a observa, então,
e lhe dá uma demão.
Safa-se aquela peninha,
de ir parar na biquinha.

Porém, deposta na terra,
é levada ao pico da serra.
Uma ave a conduz ao seu ninho,
para confortar um filhotinho.

Com o tempo, desprende-se dali,
e volta a vagar por aí.
Não se sabe para onde, ao certo,
podendo ser para longe, ou perto.

Há pessoas, por aí, que vivem a vagar,
levadas pelas circunstâncias do dia-a-dia.
No improviso, seguem sem nada planejar,
“dependendo somente da força da ventania”.

Contentando-se com as migalhas que lhes caem ao chão,
nem se preocupam em fazer parte dos que estão à mesa.
Acomodam-se com o pouco que lhe vem à mão,
Mantendo, assim, a chama do  comodismo, acesa.
Sempre Feliz
Enviado por Sempre Feliz em 24/10/2007
Reeditado em 30/10/2007
Código do texto: T707998
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Sempre Feliz
Pedro Leopoldo - Minas Gerais - Brasil, 52 anos
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