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Namorado corno


Eram apenas nove horas da manhã e ele já estava completamente bêbado. Já estava não e sim continuava, pois passara a noite toda bebendo. Quem o encontrou, naquele começo de dia não acreditou no que via e até ficou assustado.
Naquela cidade pequena em que ele morava todo mundo o conhecia, desde menino, e sabia que ele não era dado á bebida. Que tomava o seu copo de cerveja, nos fins de semana, mas nunca ninguém o tinha visto naquele estado. O que teria acontecido com o Toninho, era a pergunta que todo mundo fazia naquela manhã?
A explicação era fácil. Ele, um rapaz de dezenove anos, dedicado a seu trabalho e muito respeitado, nunca tinha feito algo que o desabonasse. Não se envolvia em farras com os amigos e jamais fora visto com uma mulher perdida. Todos sabiam que ele era noivo da Maria Cristina, uma moça muito recatada. Filha de uma das melhores famílias dali, ele namorava ela há muito tempo. Haviam oficializado o noivado assim que ela completou dezoito anos.
Uma pessoa assim, que leva uma vida de hábitos corretos, é consciente de suas obrigações e faz tudo certo só pode vir a tomar um porre como esse por um único motivo. Por causa de uma mulher.

CARLOS CUNHA o Poeta sem limites
Enviado por CARLOS CUNHA o Poeta sem limites em 25/10/2007
Código do texto: T708939

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Sobre o autor
CARLOS CUNHA o Poeta sem limites
Japão, 63 anos
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