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tsunamis.

Abrir-se-á a comoção
Que te ilumina
Tal qual...

Como
Um canhão

Chega
Aberta e abrindo
Pois comoção
Sempre chega sorrindo

Aparece nas horas certas
depois de chuvas
tempestades
em horas cheias
em cenas
desertas
... varrem
lixos sentimentais
 
Mas há também nos rios
de quaisquer janeiros
lágrimas sem mais,
nem carnavais...

façanha
de todo início de ano
é nos conter em fevereiro!

tsunamis,
tremores temporais,
desarmamentos combinados
com desabamentos imorais
repetem-se...

até quando?

ilhas de salas, em serão,
serão laqueados
filhos e filhas já tão
abafados

e veremos
os "sem-teto'
socorridos por outros sem-teto
enquanto aguardam secar jornais.

Sei que
nem todo cimento é cinzento
que nem todo cordão é de isolamento
só que já não sei saber o que de nós será

até quando
salas de ilhas,
com papéis abafados...
molharão de suor,
...secarão os telhados...

refaremos pessoas?
apartaremos documentos?
onde?, como?, quando?
e se as águas deixarem, quais?

nem todo frio que te faz
nem todo vento fugaz
nenhum calor
vazio
poderão lançar-te algo melhor
que um coração requentado
porém afagado,
ain'que tardio
Plácido dos Santos
Enviado por Plácido dos Santos em 25/10/2007
Reeditado em 04/04/2014
Código do texto: T709355
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Plácido dos Santos
Salvador - Bahia - Brasil, 43 anos
102 textos (7168 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/10/17 16:48)
Plácido dos Santos