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Contra O Vento

Estou cansado da minha poesia barata
Que não tem nenhum verso interessante
Que possa ser censurado, mal interpretado
Também pudera! Não sou filho bastardo de 64
Não ficaria bem no exílio... Nunca fui torturado
Ainda bem... Por muito menos fui chamado de pedante
Qualquer coisa escrita agora é pobre de sentido
Qualquer palavra não fere mais os cinco sentidos
Nem armaduras, ditaduras, ferraduras, picaduras
Hoje em dia... Nenhuma canção me consola
Se você me pedir em casamento, eu peço uma Coca-Cola
Entre canibais, generais, marechais, senhores feudais
A banda do Sargento Pimenta não se apresenta mais
Estou cansado dessa falta de acesso à cultura
Desse jornalismo sem príncipes, donzelas, dragões
Qualquer palavra não toca mais os corações
Estou cansado de caminhar contra o vento
Talvez seja o vento que sopra contra mim
Não faz mal... Bem também não faz enfim
Não me motiva saber que vou ter aumento
Ou se amanhã fará um belo dia de sol no jardim
Sou mais a novidade metamodernista de Luna
Moonlight serenade que soa melhor que mil palavras
Mas tudo é tão bonito! Tudo vale a pena!
Vou continuar caminhando contra o vento, amor
E vivendo... Por que não?
Paulo Antonio Barreto Junior
Enviado por Paulo Antonio Barreto Junior em 26/10/2007
Código do texto: T710787
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Sobre o autor
Paulo Antonio Barreto Junior
Salvador - Bahia - Brasil, 46 anos
417 textos (6205 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/08/17 19:10)