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Aborto

O poema dói nas entranhas
Agarra-se pra não sair
Teme latrinas
Sacos de lixo
Luz
Olhos
Ouvidos
Línguas
Urubus
Vermes
E
Elogios fáceis
Desejava ficar nas sombras
Junto aos irmãos esquecidos
Mas cede as contrações
As tolas aspirações
E finalmente decai
Escorrega da mão
No meio de um papel branco
Lambuzado com sangue
Lagrima
Suor
Cachaça
E
Fumaça
Nasceu pra morte
Pro desassossego
Queria apenas esconder-se
Ser um epitáfio na lápide pobre do esquecimento.
Alex Camilo de Melo
Enviado por Alex Camilo de Melo em 14/11/2005
Código do texto: T71463
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Sobre o autor
Alex Camilo de Melo
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 42 anos
9 textos (294 leituras)
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Alex Camilo de Melo