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Soneto (Sim, é verdade que a morte já cobre)

Sim, é verdade que a morte já cobre
de negra bruma meu rosto
e devora meu ser, vital ser do desgosto
que há muito já não é forte!

Sinto minha pálpebra já desfalecer,
este corpo que há muito não repousa, esmorecer.
E demente vejo, desdentada e tentadora,
Aquela que és maldita, como sempre fora.

Perdi a esperança do amor que tive,
Da saudade que entrara – sempre vil! –
Em meu peito ardente que mantive

entristecido, ensandecido. Meu adeus
Agora a todos que nunca me viram e
àquela que, por ela, fecharei os olhos meus.

Mayke Rezende
Mayke Medeiros Rezende
Enviado por Mayke Medeiros Rezende em 29/10/2007
Código do texto: T715455

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Sobre o autor
Mayke Medeiros Rezende
Guapimirim - Rio de Janeiro - Brasil, 27 anos
34 textos (2248 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/10/17 09:51)
Mayke Medeiros Rezende