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Três moinhos

                                               
                                           
São três os moinhos do rio
Que moem o vazio que há
Na solidão dos gentios
Que fogem na hora h
Pra enrolar longos fios
Que aquecem o frio que dá
No coração de vadios
Que prendem um sabiá

O primeiro moinho... Mói vento
O segundo .. ilusão
O terceiro ... Mói tempo
Tristeza, alegria, pecado e perdão.

O primeiro moinho... Mói  sonhos
O segundo estórias sem fim
O terceiro moinho  é medonho,
E moi dentro de mim

As pedras mos dos moinhos
Transformam o milho em pão
A água impura em vinho
E o medo numa canção
Que logo faz o seu ninho
Na concha de minhas mãos
Depois, feito  passarinhos,
Voam... pra imensidão.
Poeta de Gravata
Enviado por Poeta de Gravata em 30/10/2007
Código do texto: T716197
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Sobre o autor
Poeta de Gravata
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 68 anos
25 textos (1305 leituras)
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Poeta de Gravata