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O CHORO NOSSO DE CADA DIA

Choro porque não posso arrancar os olhos
Choro porque já me joguei ao chão
Choro porque sinto dor e ela não passa

Choro porque o corpo arde e corto a pele para sentir menos
Choro porque a alma sangra
Choro porque, levianamente, boicoto o que sinto

Choro porque não sei fazer outra coisa
Choro porque sei que não há e não pode existir mudança
Choro porque não posso e não desejo fazer nada

Choro porque muitas pessoas não têm o pão
Choro porque somos culpados
Choro porque tenho ciência das poucas mudanças

Choro porque amo a chuva e o sol
Choro porque não sei dançar
Choro porque colocaram um saxofone dentro de mim

Choro por amor
Choro sem amor
Choro pelas poesias singelas que faço

Choro através do trabalho que realizo
Choro devido à distância da morte e a vida me incomoda
Choro diante de circunstâncias que não entendo

Choro pelo simples fato de ser e sentir a humanidade
Choro tal como homens e mulheres que amam demais
Choro, pois as lágrimas lavam minha alma e me deixam momentaneamente feliz.

Lúcio Alves de Barros
Lúcio Alves de Barros
Enviado por Lúcio Alves de Barros em 30/10/2007
Código do texto: T716299
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Lúcio Alves de Barros
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Lúcio Alves de Barros