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Martírio humano

Gélida tundra dentro de mim,
Torturante agonia de amplitudes da vida,
Para um dia decidirmos o que vamos ser,
Opções e possibilidades mostram-nos,
Mas não alcançamos,

De tudo fazer e pouco a realizar,
Se tão somente uma esperança nos mostram,
Essa decaí junto com tantas outras,
As amarras de sempre continuam,
Mas só mudam de nomes e de pessoas,

Infâmia sempre aparece diante de nossos olhos,
Vindas de todos os lado,
Em quem confiar... Se de toda boa vontade não há,
Vejo só e penso que isso terá um fim,
Mas quando... Se da morte espreita e nunca se pronuncia,

As honras dos heróis que se foram antes de receber mérito,
Defunto enterrado, lembrança só de quem se amou,
Fraterno, paterno, materno, de cônjuge, de amante,
Memórias perduram de quem se foi,
Mesmo sem morrer, falta sentimos,

Por isso esse gelo,
Dentro do âmago das entranhas minhas,
Sem outro sentimento que ocupe este vazio sem calor,
Desesperançoso de rangeres da consciência,
E da falta de um "quê" a mais para continuar a existir.
Léo Azevedo
Enviado por Léo Azevedo em 30/10/2007
Reeditado em 06/11/2007
Código do texto: T716300

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Sobre o autor
Léo Azevedo
Maceió - Alagoas - Brasil, 36 anos
47 textos (1846 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/10/17 09:57)
Léo Azevedo