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Minha morada, minha cabeça

Ao bobo, tolo que rodeia as margens da sanidade,
Sabedoria inata cativante e cativa do ser,
Desabrocha e revela sua natureza engarrafada,
Natural que vem e que passa,
Fica na mente que chamam de decrépita,

Piores são eles que não enxergam,
Cabeças estafadas de medíocres inférteis,
Melhor esterco que nada a se comparar,
Metade de algo é algo que não se acabou direito,
Inteiramente logo se livra disso,

Enganados estão de sua liberdade,
Sou livre em mim e não prisioneiro,
A cela é confortável e acolchoada,
Para que dar tanto privilégio? Não sei,
Somente a sobriedade que alcancei,

Qualquer um pode,
E muitos querem,
Falta coragem de alcançar,
Uma vida em sociedade... lou-cu-ra,
Prisão com regalias e minha mente só minha,

São escolhas, optei pela melhor,
Mas quem sou eu pra mandar na sua cabeça,
Se não mando nem na minha,
O cheiro da liberdade em uma pastilha de banheiro,
O abraçar branco de correias e cadeados,

Posso sair daqui sim! Mas pra que? Voltar,
Nem pensar... Ou talvez pensar,
Quem sabe! Pensamento livre prefiro,
Mas não concordo e nem ele,
Voz chata, mas eu gosto!
Léo Azevedo
Enviado por Léo Azevedo em 30/10/2007
Reeditado em 30/10/2007
Código do texto: T716346

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Sobre o autor
Léo Azevedo
Maceió - Alagoas - Brasil, 36 anos
47 textos (1846 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 24/08/17 08:11)
Léo Azevedo