Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Divagações

Afinal, de que valeria falar desesperadamente dos teus predicados, uma vez que isto a ti deve ser ofertado tão usualmente quanto um bom dia, ou boa tarde...
Sei que expressei-me de maneira simples, que não abrange o todo, mas foi apenas para teres uma ideia.
Afinal, você é você , só não sendo você para ter idéia da reação que causam teus olhos...
Estes dous sóis que se levantam no horizonte, banhando de luz os campos plácidos de onde surgem as flores serenas, que fremem na brisa do teu hálito de primavera...
Entretanto , os meus são duas lâminas de fogo e brilho, que atravessariam tua alma, divisando os segredos adormecidos, que são sementes de vida latentes no teu ítimo...
Seriam o fanal que iluminaria o teu caminho e mostrariam no rubor do meu sangue, as vias por onde correm artérias que latejam pela lembrança e visão do teu sorriso, onde ao fim da estrada, você veria o lugar onde foi consagrado a ti o recanto onde repouso tua alma, no lugar sublime  onde jorra a fonte da vida...
Quanto aos meus versos; estes não guardo..afinal, os faço a ti
não os recolherei ao papel,  os deixarei serem como a chuva, um lance de prismas que apenas encantam deixando a luz passar por sua consistencia diáfana mostrando por breve tempo as cores miraculosas , e morrendo por fim, ao chegar a terra, lugar de abitação de tudo que é  concreto, e tão contrário a qualquer sentimento que meus versos possam inventar que procederiam de ti algum dia...
Uma breve chuva de loucura e ilusão, onde são teus cabelos, doce relva onde embaraço-me, e o poeta que vive dentro em mim, sufoca-me, desejoso de volver-se, saltar num átimo ,  e poder ver-te... não sentir , tocar-te... não sonhar , viver-te, não morrer no exilio...Ter-te!
Por fim recolho-me a esta insanidade a que condenas, as pobres almas que de ti se aproximam e comentem a insanidade de fitar ao fundo dos teus olhos , recolho-me a este estado de pungitiva tortura, mas que pela emoção , ainda faz palpitar a alma, levando assim mais um sopro de vida que me mantém ainda neste mundo , até o proximo ocaso dos teus olhos.

Tu és, como o veneno entorpecedor , delirante, que por mais que saibamos que ele corra em nossas veias, não o queremos eximir, pelo prazer que nos dá..
Moisés Lopes
Enviado por Moisés Lopes em 31/10/2007
Reeditado em 31/10/2007
Código do texto: T717605

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Moisés Lopes
Curitiba - Paraná - Brasil, 33 anos
295 textos (12822 leituras)
2 áudios (132 audições)
1 e-livros (69 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/08/17 09:00)
Moisés Lopes