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Ergue-te de novo

III

Sentado na costa olhando gaivotas
junto da extensão onde se esconde o mar,
esse inquieto ser, reflexo divino
testemunha viva de uma história secular.

Junto do mar, renasce o orgulho
o passado de um povo ideal
na brisa vem memórias de minha gente
junto do mar ergue-se Portugal.

Visão glória do homem de pedra
que descança a espada da liberdade,
conquistou aos mouros infieis
a terra do fado e da saudade.

Estendes-tes os braços de marinheiro
até aos recantos virgens distantes
e sobre a mão divina navegando
exibiste ao mundo esta vontade incessante.

Viste nascer Camões e Pessoa
magros soldados, os iluminados
e as mães dos hirois combatentes
que fizeram dos rios, mares salgados.

Ó patria, nossa herança
que guardas memórias de feitos impossiveis
interrogo-me cismado esta passuvidade
desta gente de agora, insensíveis.

Tu que dormes nessa praia chorosa
longe da luta e da aventura
acorda que é tempo de revolta
a tua liberdade não está segura.

Ergue-te, soldado do futuro
sai da sombra, lamento fatal
ergue hoje de novo o explendor de Portugal!

miguel lopes
miguel lopes
Enviado por miguel lopes em 15/11/2005
Reeditado em 29/12/2006
Código do texto: T71847
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Sobre o autor
miguel lopes
Portugal, 33 anos
47 textos (1081 leituras)
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miguel lopes