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O Sol Nunca Deixou de Brilhar

Acordei triste.
(No presunçoso conceito cultural da época,
uma afirmação como esta requer coragem, humildade,
transparência e sinceridade, o que fazer?)

Acordei triste, é o fato.
Quem nunca cometeu este pecado?
Atire a primeira pedra tal privilegiado!
Não sou triste.
Acordei triste.

Fui até a janela, estava chovendo. Observei.
Aparentemente a natureza também estava triste,
mas, não! Com mais atenção,observei!
Percebi que as árvores se aconchegavam nos braços da chuva,
recebendo-a com ternura e carinho.
E a chuva parecia ninar as árvores.
Era-me possível ouvir, com os ouvidos da sensibilidade, a declaração
de amor que as árvores fazia à chuva.
Um momento tocante.
A terra? Sugava as águas da chuva com avidez.
Como um sedento, abria suas entranhas para absorver
as torrentes, se fortalecendo, fecundando-se para dar vida à semeadura.

Silentemente agradecia tão graciosa dádiva do Criador.
As nuvens? Cinzentas, baixas, e por motivos que a natureza responde, chorava
sobre a terra.
Pensei: Você, nuvem, não deixa de estar pesada.
Ia voltar deste momento de aprendizado quando algo me chamou atenção:O sol encontrou uma brecha entre as nuvens e me dava um bom-dia!
Após responder o cumprimento do sol, argumentei: Você está aí!
Ele me disse: Eu sempre estive aqui, apesar das chuvas da vida.
Neste momento choveu nos meus olhos.
A tristeza se foi.
O sol venceu as nuvens e brilhou intensamente.
Meu ânimo mudou.
E a vida continuou.

Lição assimilada: Não importa as chuvas, as torrentes,
as tempestades, as intempéries,os vendavais da vida e as nuvens carregadas, negras, baixas e amedrontadoras acima de tudo isso há
um sol que nunca deixou de brilhar



Paulo Cezar Santos
Enviado por Paulo Cezar Santos em 01/11/2007
Código do texto: T719418

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Sobre o autor
Paulo Cezar Santos
Aracaju - Sergipe - Brasil, 60 anos
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2 e-livros (70 leituras)
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Paulo Cezar Santos