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Doeu-me mais do que gume de navalha
rasgando, infectando a carniça em desalento!

Profunda foi a sensação de perda,
Sangrou-se-me a alma, em jorros incontroláveis,
cujos sentimentos, mais amáveis,
Por fim abandonou...!

A vida, já nada de novo me diz,
mas, o destino ou ventura, assim o quiz,
que no afastamento magnetico
permaneçamos, in perpetuum...!

E qual folha outonal, me entrego,
ao agreste vento frio do Norte,
Ao meu exilio forçado me apego,
para que na nossa malfadada sorte,
viver possamos, sem mais dores
nem vis afagos, nem beijos amargos,
de cloreto de sódio...

De ti, aguardo despeito,
quiçá profundo ódio,
mas os aceito,
quais oferendas de sacrificio,
de uma sacerdotisa suicida,
em altar de amor impuro!

Morreu Amor! Morreu paixão!
Lanço agora no vácuo,
uma ladainha carpideira de palavras moribundas,
Dispo-me da insipida mortalha...
jazo agora em laje cinzenta, em frio chão!
Aguarela Matizada
Enviado por Aguarela Matizada em 03/11/2007
Reeditado em 03/01/2010
Código do texto: T721293

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Sobre a autora
Aguarela Matizada
Brisbane - Queensland - Austrália, 58 anos
266 textos (10865 leituras)
8 áudios (208 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/10/17 19:59)
Aguarela Matizada