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A Oferenda

Foi no auge da tristeza e da solidão
Numa noite outoniça de sofrimento
Onde lembrei de cada lágrima em vão,
Sem esquecer-me de um só momento.

Bramia eu contra o céu escuro:
Por que a mim tanto castigara?
Será que sou o pior dos impuros,
Eu que julgava ter a alma tão clara...

E enquanto o sôfrego pesar me dominava,
Lancei-me ao chão, onde fiquei caído,
E de repente o negro céu que me ignorava
Enviou uma gota de chuva a falar em meu ouvido:

Tua tristeza e tua solidão encantam
Aquela que não sabe o que é o amor...
Mesmo recebendo as juras que os boêmios declamam
Ela chora de longe vendo sua dor...

Ela que está sempre distante, errante,
Num mar de céu sem arpoador,
Ofereçe sua luz nesse infeliz instante
A ti; pobre alma de um sofredor.

Lepão
Enviado por Lepão em 05/11/2007
Código do texto: T724809

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Sobre o autor
Lepão
Birigui - São Paulo - Brasil
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