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TANTO A DIZER




Temos sempre tantas linhas a dizer,

Como seres que escrevem seus sonhos nas estrelas,

No afã de vê-las no universo que nos vê,

Girando em verso, em emoções, sem percebê-las...




Ah, temos sempre tantas linhas a dizer,

Além dos livros, dos rádios, das canções,

Todas na mente como torres de TV,

De repente, lúdicas, ironizando os corações...




E nossos sonhos, nossas ânsias, nossas dores

Confabulam letras nos labirintos do amor,

Em tantos sonhos perdidos nessas cores

Que as ilusões transcendem o ápice que restou

De nosso âmago, além dos dissabores...



 


Pudéramos ser, portanto, luzes

Ou pássaros que voassem sem tormentos,

Ternos ventos traduzidos nestas cruzes

De lágrimas sós, umedecendo sentimentos,

Além de nós, além dos tempos, que traduzes...




Pudéramos ser pássaros de um amor sublime,

 

Voando além da dor e transformando o mundo,

 

E quando a paz viesse na luz que o sol redime,

 

Mergulharíamos no âmago do sonho mais profundo

 

E tão fecundo quanto o brilho de um sorriso insigne...

 

 

 

 


Portanto sempre teremos muitas linhas

A dizer, como réquiens de uma alma,

Letras suas, sempre nossas, até minhas,

Como ruas lídimas desse amor que nos acalma !


 

Juliana Silva Valis
Enviado por Juliana Silva Valis em 05/11/2007
Reeditado em 17/12/2007
Código do texto: T724997

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Sobre a autora
Juliana Silva Valis
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 33 anos
3973 textos (883861 leituras)
4 e-livros (1863 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/10/17 10:37)
Juliana Silva Valis