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O Pobre Pouco Pode


Sinto vergonha
E sofro por dentro
Quando é só com dinheiro
Que se vive os bons momentos.

O homem é o produto do meio,
E desde o nosso nascimento
Vamos aprendendo o que vemos
E assim nos envolvemos nesta ambição.

Os que sobem são bem-sucedidos
Os que não sobem são pobres,
Mas os que sobem tem a alma pobre
E os pobres dão saúde aos que podem.

Viemos ao mundo
Para enriquecer o espírito
E não para escravizar
Os nossos irmãos.

Daqui uns dias o pobre
Já nem pode, expressar
Em colectividade a sua fé,
O cesto corre e o coitado do pobre
Pouco pode, uma moeda ofertar.

A casa de Deus não fecha
É de quem quiser entrar,
Mas é com muita tristeza
Que muitos sentem a dureza
De ajoelhar-se no patamar.

Igreja não é aeronave
Para ter primeira classe
E sim uma irmandade
Que Deus pra todos criou.
Ulisses Maia
Enviado por Ulisses Maia em 08/11/2007
Reeditado em 08/11/2007
Código do texto: T728657

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Sobre o autor
Ulisses Maia
Luanda - Luanda - Angola, 54 anos
903 textos (71429 leituras)
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Ulisses Maia