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Minha Bandeira



Eu não nasci para fazer revoluções,
Libertar os escravos, ou inventar um advento.
Não sei sua álgebra, desconheço sua prática.
Não falo sua língua, fugi de minha tribo.
Não vou pintar meu rosto, segurar arco e flechas,
Não venho dos mares com espelhos, nem trafico pau Brasil.
Meu nome não é em tupi, nem em latin.
Não encontram meu nome nos livros de história,
Nem em lendas da vovó,
Não nasci para te amar,
Nem para te odiar,
Não vou levantar nenhuma de suas bandeiras,
Fazer suas guerras e dormir com o inimigo.
Mas vou hastear a minha,
Furada, queimada, e sangrenta.
Ela não está na lua ou no Japão,
Não tem sol, não tem cor,
É preta e branca, nem cegos nem daltônicos,
Minha bandeira, é a bandeira de Manuel,
Com a cor de Moraes, e a tinta foi cedida por Guimarães.
E o lema,... deixei para Graciliano e Ubaldo entenderem-se com o povo.

PINDORAMA
Enviado por PINDORAMA em 17/11/2005
Código do texto: T72978
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Sobre o autor
PINDORAMA
Três Rios - Rio de Janeiro - Brasil, 31 anos
8 textos (187 leituras)
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