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Um final através de dois caminhos

Meus olhos percorrem o espaço de uma alma,
todo encanto,
toda a beleza escondida,
todo o carinho e emoção transbordados,
enfim foi lendo os versos de uma grande poetisa meus versos jorraram como rio.
É o amor que nos faz poetas,
amo a vida e ela verseja o anseio de viver,
amo minha família e ela me faz versejar sobre sua permanência eterna e intocável,
amo o amor que em pele e sorriso disfarçado me abraça e me toma por teus beijos,
amo em Deus a espiritualidade suprema que sobrepõe toda forma de amor.
Em muitos amores posso me perder
mas ele é sempre revestido da esperança
tem a fé pura  que banha corações entristecidos
o fim se torna um começo,
a vida se torna o começo
o fim se torna uma tragédia para aqueles que amam mais do que a alma compreenda,
meus olhos tocam a face bela de meu amor,
e eles enxergam o que olhos desacostumados com as palavras não vêem
sim eles enxergam as feridas e também as belezas ocultas,
eles penetram onde apenas a sensibilidade conseguem desfrutar,
talvez seja o mais próximo da sabedoria de Deus
mesmo que essa proximidade signifique infinitamente milhões de anos luz.
É essa esperança,
o amor que em doces versos se desfaz
presença divina que conduz cada sonho
mover misterioso que toca a alma e ela transborda.
Transbordam sentimentos variados,
românticos
desiludidos,
apaixonados,
enlouquecidos...
As cores mais variadas
as formas mais diversas
é artista moderno que brinca e pula
às são impressões digitais,
exclusivas das pessoas que a detêm e isso torna vasto o universo das letras
e excitante a viagem pela qual somos conduzidos.
De palavra em palavra
de letra em letra
de sonho em sonho
o fim gera um começo e o começo sempre termina num fim
bom,
mau,
excelente,
ruim.
O que importa muitas vezes como diz o poeta que:”da jornada, da corrida, a melhor parte não é nem a chegada, nem o tempo ou a medalha, mas, distraído, reparar a paisagem”
não é o fim que define uma história
mas é a história que define o fim,
sempre há tempo para recomeçar
enquanto houver vida haverá esperança...



Breve comentário do autor: Houve momentos de minha vida que a inspiração vinha apenas das paixões, tão simples, tão avassaladoras, produzia ora frutos do desespero de não ter a amada outrora da alegria de tê-la apenas para ver e não para amar, amadurecendo, vivendo a vida, dando importância para as coisas simples somos convidados a todos instante a desfrutar do melhor que ela têm. Um poeta americano celebrava isso e dizia que ele via dois caminhos que infelizmente teria que seguir um, pela efemeridade da vida, pela extensão do caminho que ia a perder de vista, um era conhecido, o outro pouco utilizado, retratava que existiam matos que cobriam a passagem e tudo era tão novo e desconhecido, muitas vezes temos medo de andar por esse mundo desconhecido e não nos aventuramos a descobrir o que há em nós e assim deixamos de seguir o caminho desconhecido para entrar no anônimo da multidão, deixamos os versos que destacavam entre os anônimos gritos e incorporamos a multidão vestida de suas mazelas, enfim todo dia é um novo começo, um novo dia para ser vivido de novas maneiras, desconhecidas porém autênticas e originais. Espero que sempre aja no fim dois caminhos e sempre escolham aquele que não foi utilizado para que eu faça minha história sobre uma nova história.
Francis Poeta
Enviado por Francis Poeta em 11/11/2007
Código do texto: T732566

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Sobre o autor
Francis Poeta
São Paulo - São Paulo - Brasil, 33 anos
49 textos (5912 leituras)
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Francis Poeta