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 RIR DAS LÁGRIMAS



Todo sonho é meio e fim de uma esperança,

Como terno ápice de amor a delirar,

Mas quando a dor na própria alma dança,

Sem calma, o verso se enlouquece lá...




E toda messe de ilusões profundamente humanas

Transforma-se, na mente, em sensações de enigma,

Corações se perdem nas cores tão mundanas

Que os amores desfalecem no que o céu consigna !




E quando sua alma suplicar mais luz,

Além da vã matéria que compõe o mundo,

Pergunte ao próprio tempo o que o amor conduz,

Qual sentido traduz o sonho mais profundo ?




Ah, sentimentos incautos nesta breve lida,

Voem como ventos nesses versos sós !

E perguntem, em quais momentos dessa humana vida,

Encontraremos paz já transbordando em nós !




Sem pieguices, tudo é tão incerto

Quanto a própria lápide de seus anseios,

Transcendendo o paradoxo que se vê de perto,

Resquício em vida de seus fins e meios,

No verso que elucida o que não é concreto...




E, assim, todos nós, no mais efêmero dia,

Muitas vezes, vemos tristeza neste mundo insano,

Mas, sorria, meu grande amor, sorria,

Sorria por toda lágrima que lhe fez humano !



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Juliana Silva Valis
Enviado por Juliana Silva Valis em 11/11/2007
Reeditado em 05/12/2007
Código do texto: T733047

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Sobre a autora
Juliana Silva Valis
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 33 anos
3973 textos (883832 leituras)
4 e-livros (1863 leituras)
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Juliana Silva Valis