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SOLIDÃO E DESAMOR

Presa numa casa velha para VELHOS
Como uma condenada
Afastada do mundo
De seus familiares, amigos, filhos...
Como pode um filho deixar quem lhe botou no mundo
Viu nascer, passou noites e noites acordada ao seu lado,
Ouvindo choro, passando sono e apesar de tudo, feliz.
Feliz por ter seu filho tão esperado, tão querido.
Feliz por vê-lo crescer rodeado de boas amizades,
Com amor, carinho, brinquedos, boa educação, conforto...
Realizações como gente, como homem,
Como ser humano.
A roda do tempo girou, o tempo passou,
Um homem se fez e o tempo não se compadeceu
Rugas, dores, carência da mão mais próxima,
Que foi negada na hora mais necessitada.
As perguntas não o deixam calar
Onde errei? Por quê? Por quê?
E a resposta não vem.
E lá continua como um objeto usado, sem valor, imprestável,
Aguardando seus dias finais que se tornam mais longos
Distantes devido à solidão e a falta de amor.
Josa Pinheiro
Enviado por Josa Pinheiro em 12/11/2007
Reeditado em 12/11/2007
Código do texto: T733833

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Sobre o autor
Josa Pinheiro
Fortaleza - Ceará - Brasil
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Josa Pinheiro