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Estátuas de Tédio

Aprisiono o grito que afirma a ferida;
Grito que agride
Os alaúdes em silêncio,
Na escuridão
Onde ensimesmado, mergulho...
Espectros dançam ao som dos lábios;
Música agonizante
Da mais triste musa,
Em escalas de delírio e ferrugem.
O cérebro em febre
Abre abismos
Nos territórios onde a nudez dos deuses
Mostra fragilidade.
A consciência
Mergulha no espírito
Onde lágrimas chovem
No árido solo do coração.
As cicatrizes calam feridas
Fecham
Com pele, a ausência em fogo;
O mistério da morte exibe os dentes:
Nódoas no sorriso.
Em mim peca a carne,
Memória, que o amor subverte.
Cinzel de sombra
Esculpindo o granito da espera.
Estatuas de tédio
Desafiando a amplidão da eternidade
Com a estreiteza dum sopro.
Luis Felipe Saratt
Enviado por Luis Felipe Saratt em 12/11/2007
Reeditado em 05/10/2008
Código do texto: T734507
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Sobre o autor
Luis Felipe Saratt
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 35 anos
61 textos (1089 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/10/17 15:31)