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Confraria dos vagabundos

Já lateja na carne o fulgor da saudade
Em festejos febris em plena mocidade
Dancemos aos cantos de poetas marginais
‘Que o palor da noite abençoa os imorais

Vede à mesa o êxtase em garrafas
As performances doudas de ébrias moças
Sente o calor à pele de concubinas todas
“Que já outra manhã a noite encobrirá





O que é, não pois, a felicidade
Nada mais ou pouco menos em verdade
Do que o eflúvio divino da amiga serotonina
E seu esgotamento a redenção à calamidade?

Quando das janelas vierem luzes tímidas
E encontrares teu corpo revelando intimidades
Verás que como tantos sois vergonhas híbridas
E haverás bebido tua triste mocidade

Eu.. Que n’outras horas com folguedos saciava
Em noites febris de éter procurava
Saciedade das carências infinitas
Sou o borrão no papel de lágrimas doídas
Anita B
Enviado por Anita B em 12/11/2007
Código do texto: T734580

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Sobre a autora
Anita B
Taguatinga - Distrito Federal - Brasil, 28 anos
84 textos (2751 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/10/17 00:55)
Anita B