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Céu do Sertão

Eu sou fruto do meio-norte
Com dores nos pés e seco de sorte
O cacto espinhado, em meio ao nada, consome as esperanças
Enquanto isso a terra espera pela mudança
Ela espera matar a fome
Matar a sede
A terra espera se excitar e suprir suas carências



De dia
Atiro pedras contra o Sol enquanto vejo sonhos molhados
O amarelo suga o colorido das cores que não existem mais
O céu é azul como forma de protesto
O vento espera ser soprado
E essa solidão rodeada de gente triste
Faz-me querer sair em busca de rosais



De noite
Encaro o céu estrelado
Este céu falso
Este céu miserável
Que de dia me mata aos poucos
E de noite me seduz com seus pingos estáticos de amor

- Quero mais é te atropelar com uma carreta
Seu céu que não irriga minha dor!


Passam-se meses
Mas o marasmo não passa
Passam-se sonhos
Passam-se orações



- Eu te amaldiçôo céu castigador, que a cada dia que passa castiga mais a minha dor
Eu te esnobo céu namorador, que a cada noite que passa vem fingir acalentar a minha dor!



Do pranto fez-se o silêncio
E o silêncio do pranto foi tão alto
Que o céu suspirante chorou...
Rafaelly Palhano
Enviado por Rafaelly Palhano em 12/11/2007
Código do texto: T734813

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Sobre a autora
Rafaelly Palhano
Teresina - Piauí - Brasil, 26 anos
11 textos (683 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/08/17 07:21)
Rafaelly Palhano