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Transparência da negritude

Não saio à noite pra que não tenham a desculpa
de não terem me visto por causa da escuridão...
Pra achar pessoas boas, não precisa lupa:
basta abrir os olhos e o coração...
O meu jeito de ser e viver ñ’ agrada:
se incomodam com o comodismo que em mim há,
mas a inércia que demonstro é um nada
diante da tua... Abra os olhos e, enfim, verás...

Ser sincero quase nunca me dá prazer...
Minha sinceridade quase sempre é rude...
O problema é os outros fingirem não me ver,
devido à transparência da mi’a negritude...
Quase sempre, ser assim não me compensa;
imprevistos testam minha reação...
Sendo assim, aceito e cumpro minha sentença:
condenado a um matrimônio com a solidão...

As pessoas passam por mim
e parecem fingir que eu não existo...
... e, a cada pessoa que passa, caem lágrimas,
que já encheram baldes...
Sei: não sou perfeito, não sou santo;
mas também sei que eu não merecia isto...
Me sinto estranho... ‘Tô me sentindo um ninguém...
Valdir Júnior
Enviado por Valdir Júnior em 13/11/2007
Reeditado em 26/02/2013
Código do texto: T735795
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Valdir Júnior
Ribeirão das Neves - Minas Gerais - Brasil, 35 anos
83 textos (1560 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/08/17 07:01)