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O Poeta Pobre.

O poeta pobre é preto.
Mameluco militante
Vive, morre, sai do berço
Segue a vida sem instante.

O poeta pobre é preto
beiço, porta, porta casa
Casa morre, nasce outro
Outro nasce e não percebe

O poeta pobre é branco
Belo albino em desamparo
É cronista sobre nada
Pois assim segue sem pranto

O poeta pobre é feio
Vê novela em vela e freio
Carro, trem da madrugada
Não vê sol, só vê estrada.

O poeta pobre é fino
Fino gordo, prata passo
Poesias são de aço
Brás ou 23 de março.
Melques Aleixo
Enviado por Melques Aleixo em 13/11/2007
Reeditado em 05/01/2008
Código do texto: T736283
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Melques Aleixo
Guarulhos - São Paulo - Brasil, 29 anos
16 textos (973 leituras)
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Melques Aleixo