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LOUCURA

Sou louco imerso em conturbados pensamentos,
Inerte, taciturno, trafegando pela mente insana;
Sou louco desvairado, perdido nos momentos,
Dessas estranhas visões que total me domina.

Sou louco realmente, ou será que é todo mundo?
Serei eu lúcido porque me desvio inconseqüente,
Dos lampejos visionários reais que a mente exige,
E me torno perdido e segregado como vagabundo?

O que é ser louco desvairado explique, por favor,
Será fugir da realidade ou vive-la para perecer,
Morrer sem existir ou fazer da vida um louvor,
Ter ideais, fazer diferença, ousar e acontecer?

Ou será que ser louco é ter uma infinita existência,
Não ser apenas mais um rosto em meio à multidão,
Será que ser louco é ser notado, é ter uma ousadia,
Não comum a sóbrios que não conhecem o coração?

Será que ser louco é ser poeta cantando a plenitude,
Dizendo do mundo, e das suas promessas infindas?
Que dessa loucura viva da poesia seja feita à virtude;
E eu seja louco desvairado. Um poeta cantando a vida.
Lúcio Astrê
Enviado por Lúcio Astrê em 14/11/2007
Reeditado em 16/11/2007
Código do texto: T737592

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Sobre o autor
Lúcio Astrê
Euclides da Cunha - Bahia - Brasil, 60 anos
263 textos (10235 leituras)
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Lúcio Astrê