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PRAGA DE CORINTIANO


Vejam o que fez esse bobão, aqui do interior,
que nem sequer, sabe falar de amor,
mas queria arrumar, uma namorada virtual.
Pensando que era mole, como uma salada russa,
onde não devia, começou a enfiar a fussa,
querendo namorar, uma poetisa da capital...

Gente, estou jurando que até agora não sei,
de onde saiu, tanta mensagem de guei,
quando li aquilo, tive que tomar um melhoral.
Quando aquele monte de texto, vi no e-mail gravado,
meu olho, não acreditou, ficou arregalado,
por pouco, não fui parar num hospital...

Poetisa? Respondeu-me somente uma
e disse-Quero que de minha página suma,
e nunca mais na vida, me apareça aqui.
Ao ver frustada, minha tentativa de namoro,
e tantas cartas, recheadas de desaforo,
a surpresa foi tanta, que da cadeira caí...

Acontece, que fiquei com o lombo doendo,
deu-me vontade, desse site sair correndo,
e  esconder bem longe, num buraco de tatu.
Eu, que até cheguei a pensar numa esposa,
acabei foi sendo mordido por uma raposa
que atirou me, num ninho de jaracussú.

Estou confessando, acho que perdi até a reta,
com esse negócio , de ser metido a poeta,
fui entrando, cada vez mais pelo cano.
Já vi que e uma coisa que nunca me acostumo,
nessa minha tentativa, só fui e levando fumo,
tenho certeza, deve ser praga de corintiano...


GIL DE OLIVE
Enviado por GIL DE OLIVE em 15/11/2007
Reeditado em 07/02/2009
Código do texto: T738322
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
GIL DE OLIVE
Campos do Jordão - São Paulo - Brasil
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