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Ousadia

Como ousas tu, chegar assim?
Invadindo tudo dentro de mim
Como se fosse um importante alguém
Que em tuas garras me mantém como refém,
Prisioneira de meu próprio medo;
Sarcástico e angustiante medo.

Como ousas tu, tomar-me assim?
Dando-me esperanças de algum fim
Que virá rápido e rasteiro,
Enquanto mais uma vez espero
Uma inclemente resolução
Para este agonizante desespero.

Como ousas tu, tocar-me assim?
Constante e indiferente clarim
Que acorda-me toda vez que acho forças
Pra enfim soltar-me deste invólucro sombrio,
Que puxa-me ao meu lado mais mau e frio,
Que atormenta-me em todos os pesadelos.

Como ousas tu, viver assim?
Sempre tão perto de mim,
Sussurrando coisas sem sentido,
Sentimentos mortos e doloridos
Declamados ao pé do ouvido,
Que mutilam-me e envolvem-me.

Mas tu, inconseqüente,
Continuas a ousar assim?
És minha carne, meu sangue, minha alma,
Perseguidor e molestante trauma;
Não há porque continuar com isto,
És meu pior e mais desconcertante castigo,
Da forma como tenho pensado e agido
Não percebeste que já estás em mim?
Pára! Leva-me contigo! Dê um fim!
E então, pare de ousar assim!
Baldessária
Enviado por Baldessária em 16/11/2007
Reeditado em 30/08/2008
Código do texto: T739278

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Sobre a autora
Baldessária
Cricíuma - Santa Catarina - Brasil, 28 anos
7 textos (517 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/08/17 13:19)
Baldessária