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Clara

Clareou o dia, Clara.
Com sua face nua.
Clarearam os olhos, Clara,
com sua vista crua.

Clarearam as aguas claras
e mais claras ficaram ...
e algo mais caras
claro, também se tornaram.

E mais caras surgiram
Nas noites já claras.
Porém Clara, claro, eles nao a conhececiam.
Moeda velha de duas caras.

Quando na confusao, Clara,
a noite ficou um tanto escura.
E já nâo se enxergava a cara,
que de tâo cara já nos parecia dura.

E entao claro,
clareou a noite e fez-se dia,
e já nao eram caras nem carros,
era Clara, que clareando, para casa se ia.


                                              Luiz
luiz gomez
Enviado por luiz gomez em 16/11/2007
Código do texto: T739656

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Sobre o autor
luiz gomez
Chile, 28 anos
46 textos (1165 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/10/17 02:20)