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Choro matinal

choro matinal
de Antonio Soares

rumor astral... a fada me assedia
a sua vara estala em minha fronte

uma, duas, três vezes estalou
três vezes o meu não a fez raivar

- não serves, não, a c'roa duma fada
teus olhos não têm luz pra me atrair

mas logo contra ela os meus rumores
- não quero, deuses, não, a vossa graça

um farfalhar voraz  sangra rumores
os sonhos são punidos ao nascer
e logo meus desejos condenados
à noite dos possíveis impossíveis
ao choro matinal do silêncio
António Soares
Enviado por António Soares em 17/11/2007
Código do texto: T741109

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Sobre o autor
António Soares
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 83 anos
101 textos (4440 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/10/17 08:38)
António Soares