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Brisa Mensageira

Andando pela costa, venerando-a, num fim de tarde nublado
Pés na areia fria, e finas gotas de chuvisco caiam das nuvens
O som das ondas era calmante, a praia e o mar eram meus naquele entardecer
Meus olhos cerrados, num lugar que me faz sentir mais eu e mais próximo do céu

Abro os meus braços como se fosse alçar vôo
E sinto o vento gelado, porém gostoso, atravessando minhas ventas
Não me importo se alguém de outro mundo acha que sou louco
No fundo, todos aqueles pés apressados naquele universo de concreto, querem ser tão loucos quanto

Parei de frente um instante, pois nunca dou as costas ao mar
A brisa do oceano me perguntou se eu queria que o mesmo me trouxesse o amor
Porém me advertiu que o amor e desgostos andam sempre juntos, e que a intensidade de cada um depende do equilíbrio dos dois
Eu pensei um instante, lembrei dos fatos e fiz gráficos em minha dolorida cabeça e respondi “Não estou preparado para reencontrar o amor”.

A Brisa acelerada levou a mensagem de volta ao oceano
Que não respondeu, acho que o assunto foi dado como encerrado
Digo uma coisa a quem quiser ouvir, não é tão fácil entender o amor quando se é um vulnerável ser humano
É como tentar entender os milagres do santo, sem ser divino soberano.

Enquanto refletia um pouco, senti a água gelada tocar meus pés calejados
Só então retomei minha mente, infelizmente, a uma realidade menos filosófica
E continuei minha caminhada surreal pela costa, arrastando meus pés pela água gelada
Daquele que a pouco me oferecera o tentador calor do amor.
Saulo Matos
Enviado por Saulo Matos em 19/11/2007
Reeditado em 19/11/2007
Código do texto: T743809

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Sobre o autor
Saulo Matos
Itaboraí - Rio de Janeiro - Brasil
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Saulo Matos