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O tusta, os soldados e general ( O TROMBONE)



O tusta já tinha tomado  todas e estava alí na praça Tiradentes enchendo o saco de todo mundo . Ele era do tipo bêbado  sabe? meio chato , meio pegajoso. Neste dia havia festa  na cidade e muitas autoridades lá estavam. A banda tocava e espocavam fogos na velha Ouro Preto ,era  a maior alegria. Em certo momento a banda parou de tocar e os músicos resolveram molhar o bico. Deixaram os instrumentos no chão e lá se foram. O Tusta não teve dúvidas, pegou um trombone e entrou no ônibus que estava prestes para partir com destino a Belo Horizonte e começou a soprar aquela coisa dentro do ônibus aprontando o maior escarcéu.
Logo, logo apareceram os "home"  da lei e mão nele. Deram-lhe uns cascudos , pois bater para eles naquela época era fácil , eles eram  meio que donos de  tudo: Eram as autoridades. E foram empurrando-o , arrastando-o pelo chão,   até que junto deles parou um carro  Landau Preto, com um senhor já mais velho , que se dirigiu aos soldados educadamente , solicitando que os mesmos não fizessem aquilo, pois o rapaz havia bebido um pouco e que aquilo era coisa própria da juventude. Sob o ponto de vista deste senhor o rapaz não merecia estar sendo agredido daquela forma. Os soldados da policia militar nem ligaram continuaram dar os tapas , pontapés que tinham direito. O senhor novamente interveio  pedindo que não fizessem aquilo . O rapaz não merecia. Neste ponto um dos soldados ficou irritado e começou a gritar com o senhor: se ficar enchendo vai acabar descendo também pra cadeia. Esse senhor respondeu ao soldado não faça isto, você esta exagerando e além do mais esta gritando comigo uma pessoa já bem mais velha que você e que em qualquer situação merecia sua  atenção . Isso irritou mais ainda ao soldado que ao tentar segurar o braço deste senhor  viu uma carteira de general de brigada de cinco estrelas estampada na cara. Aí este senhor, já num estilo diferente, já foi dando voz de comando, mandando que  soldados que se perfilassem e marchassem em direção a cadeia , visto que eles estavam sendo presos por desacato a autoridade e outra: não olhassem  para trás , sob pena de serem presos . A essa altura já havia juntado gente a beça em frente a estátua do Tiradentes  que aplaudia ao general com se ele tivesse feito um gol   e  os soldados foram acompanhados  vaiados  e gozados durante todo percurso. Foi o dia da caça.
Poeta de Gravata
Enviado por Poeta de Gravata em 19/11/2007
Código do texto: T743895
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Sobre o autor
Poeta de Gravata
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 69 anos
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