Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

O Medo Governa o Mundo

O Medo Governa o Mundo

Em noites de sombra
Meu espírito sente uma agonia
Uma frágil dor
Tomando conta de mim

Pai, que dor é esta
Que me destrói
Tanta hipocrisia nesta aurora do rair do sol
São mortes por todos os lados
Sanguinolência presa

Esta cadeia tão corrupta
Inabalável de tanta dor
O sofrimento do mundo
Destes ombros bem frágeis

Tantas lágrimas desperdiçadas
Tantos sorrisos escondidos
De tanta dor e tanta inércia
Desta inabalável doutrina corrupta

É proibido você viver
É proibido tentar viver
É proibido sofrer

Essa agonia que me persegue
Nessa dor tão triste
Busco uma noite serena
Ao som da mágica chuva

A noite me alivia
Das coisas que vi no dia
A dor e o sofrimento
Deste mundo caduco

Vida eterna é um mito
Paz eterna não é diferente
Dor eterna é quase uma verdade
E ignorância é realidade

Diferenças enclausuradas
Deste terrível conceito
Uma tênue voz nos diz
Meu deus, o que é que há

A vida é uma lição
Lição de vida
Lição de morte
Deste milagroso som
Desta milagrosa melodia

Eloqüencia banalizada
Loucura ao fim dos dias
Capacidade não nos resta
A não ser a ignorância

Tamanho é o desespero
E a alegria está cada vez mais morta
Enquanto as mão permanecerem manchadas
De sangue de seus irmãos

Países e estados
Economia e capitalismo
Inteligência inadmissível
Nesta bobagem alheia

Fé e Medo
Medo e fé
É  a simbiose do planeta
Sempre motivada pela suposta existência
De uma vida de remorsos

Você está trancafiado
Deste mundo subversivo
Desta louca vida
Deste louco planeta

Viajar anos-luz
São emoções passageiras
Se na realidade não nos prendermos
À uma singela coisa chamada amor

O grito dos malditos está cada vez mais alto
O mal do século se aproxima
A existência se mantêm calada
Diante de tanta sublevação

Sofrer é sinônimo de dor
Dor é sinônimo de existir
Existir calado
Essas são as regras do jogo

Pai, eu estou com medo
De viver nessa sujeira
Nesse beco escuro
Onde as almas caminham amargas

Eu choro todas as noites
Ao ver esta insolência
Somos extra-vagantes
Pai, eu estou com medo
Por favor, me proteja
Stalker
Enviado por Stalker em 21/11/2005
Código do texto: T74500
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Stalker
Salvador - Bahia - Brasil, 116 anos
46 textos (5134 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 02:07)
Stalker