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Epitáfio

Não muito bem
Nem muito perto.
Nuvens negras sugam a fumaça brilhante do céu
Dores flutuantes em linhas molhadas do papel
Fazem-me voar com asas negras, cortadas e banhadas de sangue.
Espinhos espalhados pelo caminho
 Caos num calmo movimento de uma pena caída
Gritos brilhantes derrubam torres
E os sonhos brigam tentando se salvar.
Tudo embaçado
Tudo longe e estraçalhado
Mas sem olhar pra baixo eu sigo
Vôo com dificuldade,
 Sinto que já perdi minhas asas
Então, como sigo?
Tudo morre ao meu redor
Mas o frescor do vento nunca cessa
Logo amanhecerá e mais uma guerra se iniciará
Sem nem lembrarmos o motivo pelo que lutávamos ou fugíamos ontem.
Tudo morre ao meu redor
Mas o frescor do vento nunca cessa
E  as nuvens claras sugam a fumaça negra do céu.
Rafaelly Palhano
Enviado por Rafaelly Palhano em 21/11/2007
Código do texto: T746906

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Sobre a autora
Rafaelly Palhano
Teresina - Piauí - Brasil, 26 anos
11 textos (683 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/10/17 13:03)
Rafaelly Palhano