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A UM USUÁRIO DE DROGAS




Pediram-me um poema sobre o nada.
Eu, sobre o nada, fui dizendo tudo...
O tudo não aceitou, e perguntou-me furioso:
Para que falar do nada? o nada é mudo.
O nada não tem nada, não tem cor nem cheiro...
O nada não ronca ao travesseiro...

Eu sou o tudo, eu tudo tenho e tudo faço,
Eu sou a luz e as trevas, sou o cimo...
Sou o místico e o corpo, sou divino,
Sou a poesia e a flor, sou o carrasco...

Mas, quando o tudo perguntou quem era o nada,
O nada respondeu: - Sou a cocaína...
Eu sou o nada que eles pensam ser o tudo...
Mas sou o tudo para quem pensa em ser o nada.
Geraldo Altoé
Enviado por Geraldo Altoé em 22/11/2007
Código do texto: T748462
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Sobre o autor
Geraldo Altoé
Serra - Espírito Santo - Brasil, 61 anos
803 textos (18391 leituras)
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2 e-livros (188 leituras)
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Geraldo Altoé

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