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Versos Anacrônicos

Os meus olhos se enchem de madrugadas aniladas
e a minha boca de palavras
que apagadas pelo sono se esquecem de acender a luz do sol
Meu rastro permanece na areia onde fabrico meus castelos
não desfiz, não desfaço, não desperto

Estou perto de achar que perturbei o sono pesado do meu mundo
E acho que achei um bom motivo para acreditar nesse absurdo

Depois de tantos chuvas, tanto sóis, tantas curvas, tantos nós
me amarrei nos trilhos do trem que vem carregado de girassóis,
a saber, o tempo
E não preciso explicar porque e nem tento
já que olhar a mesma coisa repetidas vezes
faz a própria coisa se explicar por si só

Não tento tentar o mar com vela e remo;
tapar o tempo com um momento;
alumiar a dor com poesia

Se me desnudo e me contesto
é pra ouvir o inexprimível verso
que espremido pelo Verbo me será alimento no outro dia

Éverton Vidal.
Éverton Vidal Azevedo
Enviado por Éverton Vidal Azevedo em 23/11/2007
Código do texto: T749516

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Sobre o autor
Éverton Vidal Azevedo
Bolívia, 34 anos
40 textos (2354 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/10/17 13:29)
Éverton Vidal Azevedo