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FILOSOFIA DA ESPERANÇA

Um filósofo louco delirante
expeliu com voz forte retumbante
palavras que nos paralisaram
por bem mais que um instante

Não sei se fui eu
mas aquele ser falante
pôs em meus olhos
um brilhar de diamante

Aquele sábio  rouco alucinante
proferiu com olhos flamejantes
palavras que nos empolgaram
por bem mais que um instante

Nos laçou a todos
com seu ideário exuberante
E eis que estávamos presos
em seu sonho cativante

E a esperança surgiu das cinzas
com seu andar cambaleante
E logo ereta se movia
seduzida por um ideal provocante

Será que tudo tem jeito?
Pergunto-me de agora em diante

Pra entender não precisa ser gênio
Nem ter cérebro de elefante
Acreditar que tudo tem jeito
É um vício bem recalcitrante
 
Asas de beija-flor movem o ar
Não se lança aos porcos diamantes
Minhas palavras jogadas ao vento
perdidas no mar, em alto-falantes

Se não compreendes meus versos
não me venha com esse ar ruminante
Se não posso mudar o mundo
vou tentar algo semelhante
Paulo de La Mancha
Enviado por Paulo de La Mancha em 23/11/2007
Código do texto: T749518

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Sobre o autor
Paulo de La Mancha
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Paulo de La Mancha