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Um som insolente pra ouvir
Um livro, um cobertor de frio
E o intenso desejo de ficar só

Algumas nuvens por aqui
Voando como um sonho vazio
E a imensa vontade de que nada aconteça

Pincel, tinta e tela
Que beleza existe na alma?
Que beleza existe na calma?
Minha vida daria uma bela aquarela

A guitarra esconde sons
Que ninguém pode ouvir
E o meu silencio tons
Que não existem ainda
Talvez nunca venham a existir

Eu só quero minha companhia
A falta do tempo
A presença da noite
E a imaginação da poesia
Que ainda há de ser escrita

Quero sentir que não existo
Somente existir por um dia
E viver um dia mais
E dormir a noite fria do meu lado

Porque eu sou uma viagem
A melhor de todas as margens
Sou a nau, sou o cais
Sou o viajante
Sou quem aporta
Sou quem sente o intenso desejo
De ainda não ultrapassar esta porta

Everton Vidal Azevedo
Éverton Vidal Azevedo
Enviado por Éverton Vidal Azevedo em 23/11/2007
Código do texto: T749529

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Sobre o autor
Éverton Vidal Azevedo
Bolívia, 34 anos
40 textos (2349 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/08/17 04:40)
Éverton Vidal Azevedo