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Abandono

Quero a verdade
Que tanto procuro
Procuro e não acho
Meus poemas não são sórdidos
Não moram
Não se escondem
Vivem somente a aspirar ruidosas rosas.

Viver nesse mundo é fantástico
Enquanto no elástico
Tantos emudecem
Sigo o destino
No cimo da tragédia
Bem preso às rédeas da falsa moral.

“Mas existe moral?”

Perdoem a dúvida
Eu pago essa dívida
A dádiva pobre
De um nobre sem trono. 
De um rei sem reinado 

Sou mais um tarado
Cuspido e culpado
Não como no prato
Dos termos que trato
Mas sinto no peito
Que a dor é sujeito
Do meu predicado.
Nel de Moraes
Enviado por Nel de Moraes em 23/11/2005
Código do texto: T75423

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Sobre o autor
Nel de Moraes
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
407 textos (351729 leituras)
2 e-livros (297 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 14:32)
Nel de Moraes