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Limonada sem açucar

LIMONADA SEM AÇUCAR

                             

Eu vi na lâmina d’água,
Do copo de limonada,
Minha face desolada,
Meus olhos cheios de mágoa.

Perguntei à minha fé,
Escapando-me entre os lábios,
Como suportar de pé?
Responda-me quem for sábio.

Minhas lágrimas salgadas,
Aumentavam a limonada.
Idéias embaraçadas,
Diziam pouco até nada.

As lágrimas desprendidas,
Dos olhos cheios de mágoa,
Ficavam todas perdidas,
Com limão, no copo d’água.

Foi então que percebi,
Que a mágoa era afogada,
Por lágrimas que verti,
Adoçando a limonada.

Para tudo há solução,
Se, paramos pra pensar,
Usando só a razão,
Bem menos, vamos chorar.

Não há de ser só a mágoa,
Capaz de desanimar,
Nem o limão dentro d’água,
Pra me fazer azedar.


Condorcet Aranha
Enviado por Condorcet Aranha em 23/11/2005
Código do texto: T75441

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Sobre o autor
Condorcet Aranha
Joinville - Santa Catarina - Brasil, 76 anos
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