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O grito

Ecoa um grito,
Não se sabe donde viera,
Mais é um grito, pavoroso e medonho!
Carregam em seus ecos, lamentos e tristezas,
Tons melancólicos, notas tristes!
É um grito, pavoroso e medonho!
Não se sabe que criatura, que ser grantesco...
Expressa em seu grito, tanta tristeza e lamento.
Todos escultaram, aquele sonoro grito.
Perguntavam-se:
Será um grito de dor?
Será que esta ferida e esta a morrer?
Ou, será que chora a perda de um grande amor?
Ninguém sabe, mais é um grito, pavoroso e medonho!
Todos choravam, procuravam, mais não acharam...
Quem expressava tamanha dor.
Perguntavam-se:
De onde vem este grito de horror!
Procuravam nas esquinas, nas ruas,
Nos becos, nas vielas, nas casas,
Nos apartamentos, até mesmo nas igrejas.
Mais, não achou quem expressava tamanha dor!
Todo mundo entrou em pânico.
As crianças choravam sem parar,
Os pais brigavam entre si,
As mães enlouquecidas.
Parricídios!
Incestos!
Infanticídios!
O caos geral, todos brigavam, derrepente!
Surge do nada, uma forma indigente.
Não tem olhos, não tem boca, não tem cor!
Não tem braços, não tem pernas!
Sua pele não se percebe, sua cor não se ver!
Uma forma indecente,
De preconceito, de ganância, de hipocrisia!
Dessa gente que tem,
Olhos, bocas e ouvidos!
Mais está,
Cegos, surdos e mudos!
E atolados até o nariz nesta porcaria de mundo,
De fantasia e hipocrisia!
poeta plebe
Enviado por poeta plebe em 27/11/2007
Código do texto: T755095
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Sobre o autor
poeta plebe
Abreu e Lima - Pernambuco - Brasil, 40 anos
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