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Queima como se tudo estivesse longe
fere como se tudo estivesse perdido
Desenterra momentos
faz com que agora eles não sejam bons ou maus
mas apenas passado

Porque  estas páginas viradas continuam tendo efeito,
tanto efeito no meu peito?
estão grudadas nalgum lugar

Nessa grande parede semi-desértica
que comumente chamam de memória
habitam apenas fantasmas, espectros e sombras
de momentos que são porque nunca foram

Entristece como se tudo estivesse longe
desespera como se tudo estivesse perdido

Minha alma errante chora, mas colhe
os frutos verdes da alegria
Ainda que com lágrimas
espalha risos pelo que comumente se chama vida
Pois lá no fundo sei que nada passa pra sempre
e tudo contribui para o que sendo-sou-até-já-ser
sem que eu mesmo consiga entender
o que essas certezas significam de fato

Então eu queimo, eu sangro, eu me entristeço
Desespero e canto
E choro por aquilo que foi
Desejando ardentemente que não volte
Éverton Vidal Azevedo
Enviado por Éverton Vidal Azevedo em 27/11/2007
Código do texto: T755420

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Sobre o autor
Éverton Vidal Azevedo
Bolívia, 34 anos
40 textos (2349 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/08/17 17:18)
Éverton Vidal Azevedo