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PLATÉIA DA VIDA

Perdoem-lhe a cara amarrada
Que mostra à platéia da vida
Sentada, fria e exigente,
De perfeito desempenho
Do seu papel neste mundo,

Sob holofotes de luzes cruéis
Mostrando todos os defeitos
Da máscara afivelada ao rosto
De quem não entendeu o texto
Da odisséia que é o viver.

E corre para o fundo do palco
Escondendo-se de tudo, de todos,
Com trejeitos e malabarismos,
Receoso dos apupos e objetos
Que são dirigidos ao canastrão

Incapaz de erguer a cabeça
Sob a égide do grande Diretor,
Expor sua alma às luzes
Corrigir o erro de interpretação
Na tumultuada arena da vida.

14/11/04.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 23/03/2005
Reeditado em 23/03/2005
Código do texto: T7557

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão