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MIRABOLANTE

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Prodigioso andar na corda
Bamba, mantendo o equilíbrio e o lume
Entre a estima e o ciúme;
Quanto mais alto se vai, tombo maior quando cai
Tal qual a sorte da vida, o sonho distrai;
Inconstância serve de trilha...
Andar com fé; subir na vida, no prédio, no cume
Ir além, alhures... Propor uma trégua
Piedade se cair implora, desdém muito embora vem
Olha a faca! Nas costas, na bota...

Andar ereto nesta época é alvitre
Em frangalhos, migalhas, duro, liso...
Dinheiro nem pra mortalha;
Andar nu, no fio da navalha...
Abaixo o meio-fio, na espinha o frio por inteiro
Paralisa a morte e emite um novo aviso.

Pandego, nada; pendenga impune!...
Deslizar docemente no amolado fio, serpenteia
Faca de dois gumes
Estraçalha como se foram legumes
Cortando na própria carne ou na esperança alheia
Uma sorri. É o sucesso...
A outra recorta, dizima; isenta o algoz imune.
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by jorge-arildo
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jorgearildo
Enviado por jorgearildo em 28/11/2007
Código do texto: T755845

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Sobre o autor
jorgearildo
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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jorgearildo