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ESTÂNCIA DO QUASE NADA

Guarda o laço, homem rural,
deixa terras, bois e arados;
vem morar cá na cidade,
pois o campo te é negado.

Vem lançar tuas sementes
neste chão de pedra pura,
onde só a dor germina
e o sofrimento amadura.

Deixa a verde vastidão
e o suave rumor das fontes;
vem beber das amarguras
e olhar sem horizontes.

Vem cavalgar coletivos,
buscar a sorte extraviada,
cá na invernada do pouco,
Estância do Quase Nada.
Reneu do Amaral Berni
Enviado por Reneu do Amaral Berni em 30/11/2007
Código do texto: T758759

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Sobre o autor
Reneu do Amaral Berni
Goiânia - Goiás - Brasil, 74 anos
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